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::: Domingo, Janeiro 22, 2012 :::
WOKSHOPS : NOVAS FORMAS DE CRIAR
Interessados devem entrar em contato com ; heloisareis@globo.com
“Se a mente é que nos distingue dos outros animais, a alma é que nos distingue dos outros homens”
Domenico de Masi
Esta é uma proposta de uma Série de workshops nos quais serão abordadas várias maneiras de se utilizar a Cerâmica como material criativo.
Público Alvo
Pessoas de todas as idades e profissões que necessitam e/ou queiram exercitar os mecanismos de criatividade para aplicar em sua vida diária.
Justificativa
A criatividade , capacidade inerente ao ser humano, vem fazendo com que este modifique o meio em que vive adaptando-o às suas necessidades e a novas formas de viver.
As transformações , que não param de ocorrer, em muitas áreas do conhecimento , trazem ao homem a necessidade de ajustar seus processos construtivos e criativos em todos os campos de atuação.
Nesta época de muita atividade individual novas formas de relacionamento com o próximo podem surgir com o desenvolvimento de um olhar coletivo, através de trabalhos e reflexões propostas com esse fim.
Forma de atuação
Workshop com 4 horas de duração
1a hora: Apresentações
2ª hora : Apresentação de slide show e introdução teórica sobre o tema.
3ª hora : Inicio da parte prática : preparação e inicio de desenvolvimento
4ª hora : Desenvolvimento e finalização com apreciação dos trabalhos .
Alguns temas possíveis
MUDANÇAS MÓRFICAS
Utilizando a argila crua explorar a relação orgânica entre forma e objeto . Ações como cortar, adicionar, pressionar, escavar servirão de meios para que se crie conexões entre objetos conhecidos e a imaginação criadora. Pode-se construir um único objeto coletivamente.
O ALIMENTAR-SE : UTENSÍLIOS COM PRESENÇA
Copos, canecas, pratos e potes são construídos com identificação da importância do alimentar-se física e culturalmente. Através de slide show faremos uma pesquisa dos utensílios usados para alimentação em diversas culturas do mundo e faremos a instalação coletiva :” Mesa Posta” .
TRABALHANDO A SUPERFÍCIE COM PROFUNDIDADE
Tomando-se objetos construídos no torno e já em ponto de couro utilizar técnicas de sgraffitto, stencils, pintura, e texturas para neles gravar imagens significativas .
Outros : O Espírito do Barro, Miniaturas, O Barco dos Sonhos, A Caixa de Surpresas, etc.
INVESTIMENTO PESSOAL e DATAS
A combinar

::: Sábado, Dezembro 31, 2011 :::
A vista daqui do meu posto comunicante: um agradecimento ao Zé Antonio , o jardineiro!

Neste ano do nosso Natal do Agradecimento em família, recebo esta mensagem de Flávia Lippi tão pertinente! Compartilho com meus leitores!
"A arte de agradecer - Obrigada 2011
A arte de agradecer e a arte de elogiar são as duas leis das relações saudáveis mais acessíveis a cada ser humano.Não há mar sem turbulências nem história sem acidentes.Viver é e será sempre um contrato de risco.Temos em média 3 trilhões de células no corpo.Cada célula funciona como uma usina de energia interdependente.Só em nosso cérebro existem de 86 bilhões ...a 100 bilhões de neurônios para comandar funções nobres do corpo e para sustentabilidade "a capacidade de pensar,conscientizar-se,sentir,interpretar,desejar,sonhar.
Mas quem agradece ao seu corpo?Quem exalta o funcionamento das células?Quem agradece ao ar que respira,ao coração que pulsa,ao fígado que desintoxica,aos rins que filtram?Parece que os trilhões de células que possuímos são meras escravas.
Quem não desenvolve a arte de agradecer não se deslumbra com a existência.
Obrigada 2011. Aprendi a amar, a ser amada, a odiar , a ser odiada, a ganhar, a perder,a admirar, a ser admirada.Obrigada amigos pela paciência, pelas broncas,pela presença,por aceitar minha ausência quando estava insana,por aceitar meus erros, corrigir meu caminho, florir meus passos.Obrigada todos os seres humanos que participaram da transição de minhas células, dos algozes que me colocaram diante do medo e da certeza da Fé.
Obrigada 2011 por ter me suportado financeiramente, por ter encontrado saídas profissionais, por ter me reinventado todos os dias.Obrigada cada pedaço de mim, que me salvou dos ataques insanos da minha falta de consciência.Obrigada veias e artérias que bombearam vida para um coração merecedor de viver. Obrigada cada toque recebido, cada memória deixada em minha pele, cada rastro de sanidade e loucura, cada oportunidade.Obrigada laços do universo, que enfeitam os presentes da vida em sua teia tão delicada e bem construida.Obrigada energias pulsantes que me fizeram levantar tantas vezes e saltar para o multiverso que me espera.
Obrigada 2011, que você deixe em cada um de nós a certeza da harmonia construída, a paz preenchida, a essência reestabelecida e a lucidez para receber 2012 rompendo o cárcere da rotina,os grilhões da mesmice,as tramas do tédio.
Que em 2012 você cruze seu mundo com o mundo de quem ama.Que você conheça as lágrimas que nunca tiveram coragem de chorar,que você conheça as mágoas represadas e as angústias silenciadas de seu amor.
Que em 2012 nós deixemos de viver na sala de visita dos nossos íntimos para dialogar e acima de tudo conhecer o que o outro tem para dizer e não o que queremos escutar.
Obrigada a todos os segundos de vida que tenho e todos os anos e experiências extraordinárias vividas até aqui. Que os anos que se seguem me permitam agradecer muitas e muitas vezes a cada célula que morre e renasce quando a vida nos obriga.
Mil abraços afetuosos e que minha alma esteja presente na sua alma.
inspirada em Augusto Cury e outras almas nobres."
::: Sábado, Novembro 19, 2011 :::
Edgar Morin conceituado filósofo da contemporaneidade é citado no projeto “Pacto Oeste” do Coletivo GO Verde e diz :
“Para construir um novo cenário, é preciso procurar a unidade humana em sua diversidade. A unificação não pode ser só técnica e econômica, mas sim de cultura, de pátria e de nações. Há uma unidade humana genética, fisiológica, cerebral. Todos os seres humanos riem, choram, sofrem, amam. Mas essa unidade se manifesta em diversidade extraordinária, porque cada indivíduo é diferente do outro. Precisamos de diversidade, mas ela precisa de unidade.
A mudança inclui uma política que não divinize a si mesma e nem veja no outro o inimigo... A crise econômica, é apenas um aspecto virulento de uma crise múltipla que a globalização desencadeou. No mesmo pacote estão o aumento das diferenças e a redução da solidariedade em prol do individualismo e do egoísmo.As ameaças em nossos dias vão desde o poder cada vez maior das armas de destruição em massa até a possibilidade de degradação total da biosfera... A vida é prosa e poesia. A prosa é a parte das obrigações, o que nos aborrece e que temos que fazer para nosso sustento. Na poesia estão a alegria, o amor, a liberdade.”
Pode haver m a i s verdade?
Para comprovar que é preciso continuar fazendo alguma coisa venham à palestra de 2a.feira na Vila da Mata! Vai ser muito bom encontrarmo-nos lá!

Permanecer no ar significa bater muito as asas...como faz o albatroz errante. Este pássaro tão grande e pesado atravessa grandes e admiráveis distâncias sobre oceanos , desafiando a gravidade e cobrindo grandes distâncias . Admiramos sua força e resistência. Mas será que ele precisa de tudo isso?
O planador voa e mantém-se no ar desde que hajam correntes suficientemente fortes para ajudá-lo nessa tarefa. Após a propulsão inicial dada por um outro avião, basta a perícia do piloto e sua leitura das condições das correntes para que fique no ar.
Assim faz o albatroz : inicia seu vôo com certo esforço mas mantém-se na travessia aproveitando as correntes ascencionais para ganhar altura e usa suas asas e seu corpo para a trajetória em oblíquo até seu destino de pouso.
Que lições tiramos ou que podemos apreender dessa reflexão?
Esforços são necessários sim. Para saber o destino, analisar as condições, sair do chão e encontrar as correntes. Mas uma vez no ar, talvez o segredo esteja em saber aproveitar as circunstâncias e principalmente saber relaxar. Olhar , observar o entorno, desviar das nuvens, corrigir a direção, evitar as correntes contrárias .
Brisas são alentos e o descortinar a paisagem de fora enseja o ver a paisagem interior, e o vê-la de longe também é poder transformá-la para outras direções possivelmente incertas mas sedutoras em suas possibilidades.
Assim é o pensamento e a imaginação.

::: Terça-feira, Novembro 01, 2011 :::
O primeiro homem era um artista
Por Barnett Newman
Sem dúvida o primeiro homem era um artista.
Uma ciência da Paleontologia fundamentada nessa afirmação poderia ser formulada se partisse do postulado de que o ato estético sempre antecedeu o ato social. A arte totêmica de pasmo frente ao ancestral –tigre, ocorreu antes do ato de assassinato do animal. É importante lembrar que a necessidade de compreender o desconhecido vem antes de qualquer desejo de descobrir o desconhecido .
A primeira expressão do homem , como seu primeiro sonho , foi estética.
A fala foi um explosão poética e não uma experiência de comunicação. O homem original, ao gitar suas consiantes, o fez como uma manifestação de espanto e raiva ante o trágico de sua autoconsciência e da sua impotência diante do nada. Filólogos e semióticos estão começando a aceitar o conceito de que , de definirmos a linguagem como a capacidade de comunicar-se por meio de sinais , sons, gestos, então a linguagem é uma força animal. Quem quer que tenha observado o pombo comum dar voltas em torno de sua fêmea sabe que ela sabe o que ele quer.
O que há de humano na linguagem é a literatura, e não a comunicação. O primeiro grito do homem foi uma canção...
A explicação da queda do homem está em nossa incapacidade de viver a vida do criador. Foi uma queda do bem e não da vida abundante. ... qual então a razão de ser, qual a explicação do impulso aparentemente insano que o homem sente para ser pintor e poeta, senão a de um ato de defesa contra sua queda e uma afirmação de sua volta ao Adão do Jardim do Eden? Pois os artistas são os primeiros homens.
Foto: Fernando Reis " Flores de casa" 2010
::: Quinta-feira, Setembro 22, 2011 :::
Recebi de Lucila Moura e repasso:
"Texto de SIlveira flexibiliza desmatamento em Áreas de Proteção Permanente para agilizar obras da Copa"
É duro lidar com a ignorância humana. O que é uma Copa? Quanta estupidez. No entanto, a Copa é só mais uma desculpa astuciosa.
Agora é que a porca torce o rabo. O que vamos fazer? Não podemos ficar silentes. O texto ainda terá de ser aprovado em outra comissão. E mesmo que não tenha. Aqui está o email desse senador-relator, para protestos luizhenrique@senador.com.br
Vejam os trechos, abaixo, da fala do maior desmatador de Santa Catariana, o relator do processo, atualmente senador, sr. Luiz Henrique Silveira. Ele impôs restrição de que "somente a União apontar em que situação uma APP pode ser desmatada", mas, com a aastúcia de que sempre lança mão, apressou-se em garantir estádios etc em APP. Isso é um crime, o cúmulo do absurdo e não podemos engolir isso. Dessa forma, vai ficar facílimo para a prefeitura de Embu construir, além do maior Campus universitário na várzea do Embu-Mirim, também uma Cidade Olímpica, na Área de Preservação Ambiental, do rodoanel. E, justamente para garantir esse tipo de coisa, esse senador Luiz Henrique fez questão da ressalva, quanto a construções de estádios etc. APP é APP, não importa se destruída para estádio ou qualquer outro tipo de construção. Como vamos ficar com os aterros em APP, que ocorrem diariamente?
http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2011/09/21/comissao-do-senado-aprova-codigo-florestal/
O relatório proposto por Silveira e aprovado pela comissão, determina que somente a União pode apontar em que situação uma APP (Áreas de Preservação Permanente) pode ser desmatada. É neste tópico, que o relator incluiu uma exceção para agilizar as obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Algumas expressões autorizam a derrubada de APP, e entre elas, Silveira incluiu uma a mais.
“Inserimos a expressão ‘estádios e demais instalações necessárias à realização de competições esportivas municipais, estaduais, nacionais ou internacionais’, para garantir a sua construção, especialmente pela urgência do governo em viabilizar as obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016”, explicou em seu relatório.
::: Domingo, Setembro 18, 2011 :::
MABSA - uma grande mulher, uma grande artista.
Em vida Maria Amélia – MABSA - foi uma batalhadora. Acreditava nos valores mais essenciais à natureza humana e os defendia incansavelmente com sua arte.
Alheia ao universo do belo como a maioria o considera , criou obras de uma original e personalíssima beleza.
Versou sobre a natureza, sobre sua infância, sobre lendas e mitos que sua imaginação fértil visitava enquanto trabalhava. E deixava que o barro também criasse com sua espontânea vontade. Interferia só depois com seu instrumento feito de um pequeno galho de goiabeira. Era um prazer vê-la traçar com segurança seus arabescos e folhas sobre a placa de argila ainda mole.
Ajudá-la a “costurar” as saliências que acrescentava na busca da forma completa era também um prazer. Via-se um rosto saindo do barro, com personalidade e características de personagem que se criava a si próprio, com a ajuda dela, naturalmente.
É dolorido saber que não mais vou recebê-la para algumas horas de trabalho intenso, mesmo com a dificuldade e a canseira própria da idade avançada que não a impedia de querer sempre trabalhar. Ela era uma referência de persistência e de luta contra as dificuldades do corpo , e de alegria com o seu próprio trabalho.
Maria Amélia, minha amiga, fica na memória como uma pessoa que viveu intensamente e cujo gosto pela vida e pela arte moveu-a em sua roda da vida.
Seu último trabalho desenvolvido comigo – “A Roda dos Anjos” foi intenso e a ele dedicou esforço tenaz , já com a dificuldade aumentada pela fraqueza própria da idade.
Ao terminar de pintar e esmaltar a última peça disse : - “ Acabou!” e eu senti a tristeza em seu tom de despedida. Era como se ela estivesse se despedindo do trabalho de uma vida.
Hoje ela com certeza faz parte da roda , como um anjo. E eu sinto saudades.
::: Quarta-feira, Setembro 07, 2011 :::

Heróis absurdos da vida
Frente a frente com a vida os absurdos se sucedem. Um dia com muito sol e outro com muita chuva...quente hoje e gelado o ar de amanhã. A corrida contra o tempo que se esvai estático no trânsito parado da rodovia rumo à cidade e às ruas que levam ao destino. Absurdas situações corriqueiras , estressantes em sua não-ação.
Uma notícia daqui alarma e outra de lá assusta. Poucas vozes falam de boas novas. E o tempo gira passando enquanto lembro de Nietzsche afirmando trágico/dionisíacamente que a aceitação incondicional da existência é sempre uma reafirmação da vida - em interpretação minha, claro!
Mas está em minhas mãos reconhecer esses desesperantes absurdos e mudá-los ao mudar de roupa. E para isso conto com o aval de Emil Cioran que debate-se contra o pedantismo de quem quer tudo explicar pela razão, da barata de Kafka , do Godot de Becket.
Pelo menos não estou só. Os absurdos são vividos pelo meu vizinho , pelo vizinho do meu vizinho e assim sucessivamente, até eu reconhecer que uma hora vou ter que concordar com Sartre quando afirma que o outro é que se faz meu inferno. Desejo que os outros não estejam mais aqui mas consigo imaginar o ínferno que seria um mundo vazio. Absurdo.
Se já no Eclesiastes da Bíblia leio que a felicidade não é deste mundo, pergunto-me de que mundo então será? Lá mesmo encontro plausíveis respostas que estão na admissão da existência de uma energia superior regente do dom concreto da vida , a cada instante e continuamente.
Sísifo, o herói do absurdo também me dá subsídios para que encontre resposta à pergunta do Eclesiásteses “ que proveito tira o homem de todo o trabalho com que se afadiga diante do sol?” . Ao ininterruptamente levar sua pedra ao alto do rochedo para que esta caia novamente à base Sísifo faz de sua tragédia a sua felicidade. Ao conscientizar-se de que esta é a tarefa que lhe cabe, o simples fato de executá-la o faz feliz.
No paradoxo da sua tragédia feliz identifico-o comigo, com o operário, com o meu vizinho, e com o homem absurdo que diz sim sem que seu esforço tenha fim concentrando toda a sua alegria no fato de que seu destino lhe pertence.
Enfrentar as estruturas injustas, os descalabros, as malversações, os conchavos de calada da noite, as explorações dos fracos, os crimes contra o próximo é o fardo que carregamos e que ao levarmos ao topo do rochedo cai novamente à base.
Somos cegos que queremos ver e sabemos que todas as noites nossa rocha continua a rolar.
Deixemos Sísifo no sopé da montanha e estejamos como ele sentindo a felicidade de exercer a própria consciência , reencontrando sempre o nosso fardo. Assim nosso universo consciente ganha sentido .
E como Camus podemos também afirmar: “ Cada grão dessa pedra,cada clarão mineral dessa montanha cheia de noite, só para ele forma um mundo. A própria luta em direção aos cimos é suficiente para preencher um coração humano.É preciso imaginar Sísifo feliz!”.
::: Domingo, Setembro 04, 2011 :::
Setembro 2011
Por recomendação do Mestre Megumi Yuasa segue o resultado de uma reflexão de minuto sobre o Mito de Sísifo apresentada por Karina Otsuka, Clara Coelho e eu – grupo fortuita e afortunadamente unido para esta atividade, no atelier de Sirlene Gianotti.
Meste Megumi, Naoko, Sandra e Rosana, integrantes do Grupo Iandê generosamente conduziram a reflexão e “espontâneamente forçaram “ o surgimento de inúmeras figuras hílares apresentadas em interessantes cenas do absurdo.

::: Sábado, Agosto 13, 2011 :::
Série
O Segredo da Flor de Ouro
Em 1929 Carl Gustav Jung e seu amigo o sinólogo Richard Wilhelm publicaram o livro
“ O Segredo da Flor de Ouro” no qual traduzem para a linguagem ocidental as recomendações poéticas e sagradas para a vida segundo os chineses antigos.
Tai I Ging Hua Dsung Dschi – o segredo da Flor de Ouro - é a busca da iluminação.
Da leitura desse livro resulta esta série de oito pequenas mandalas que ordenadas referem-se à “vesícula seminal” de onde nasce a flor que leva à luz.

::: Quinta-feira, Agosto 11, 2011 :::
Para conhecê-la
http://artecomkira.blogspot.com/
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